7 motivos para beber água
Por que a ingestão do líquido faz bem para o coração?
A hidratação adequada é essencial para o funcionamento do corpo: no transporte de nutrientes, na regulação da temperatura e na maioria das funções corporais. Desempenha papel vital para os órgãos, e o coração é um dos que mais se beneficia disso. É dele a responsabilidade de bombear cerca de 7.600 litros de sangue por dia. Para isso, precisa de um ambiente equilibrado para funcionar adequadamente.
Embora cerca de 70% do corpo humano seja composto por água e o organismo produza de 250 ml a 350 ml do líquido a partir de algumas reações metabólicas, necessitamos diariamente de uma quantidade muito maior. Assim, para que estejamos vivos e saudáveis, é indispensável a ingestão de água.
Quando o organismo não recebe o suficiente, é possível que o sangue fique mais espesso, os vasos sanguíneos se contraiam e a pressão arterial aumente, contexto propício para doenças cardíacas. A seguir, confira algumas razões para beber água regularmente e proteger sua saúde cardiovascular:
1 – Melhora a circulação sanguínea
O sangue é composto por aproximadamente 90% de água. Quando o corpo está hidratado, ele se mantém mais fluido, facilitando sua circulação pelos vasos. Isso, além de reduzir a resistência, melhora a oxigenação dos tecidos.
Por outro lado, se a hidratação é insuficiente, o sangue pode se tornar mais espesso e viscoso, aumentando o esforço do coração para bombeá-lo. Esse quadro eleva o risco de formação de coágulos, que podem obstruir artérias e levar a condições graves, como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
2 – Ajuda a controlar a pressão arterial
A desidratação pode causar um desequilíbrio na regulação dos fluidos do corpo, levando a uma redução do volume sanguíneo. Como consequência, o coração precisa bater mais rápido e os vasos sanguíneos se contraem para compensar essa perda, o que pode resultar no aumento da pressão arterial.
Dentro desse cenário, a ingestão adequada de água ajuda a manter o volume sanguíneo estável e permite que os vasos sanguíneos permaneçam dilatados, facilitando a circulação e reduzindo o risco de hipertensão.
3 – Reduz o risco de ataque cardíaco
Estudos indicam que a desidratação crônica pode estar associada a um maior risco de ataques cardíacos e eventos cardiovasculares. Um dos motivos é que a falta de água pode aumentar a viscosidade do sangue, tornando-o mais propenso à formação de placas e coágulos nas artérias coronárias (responsáveis por irrigar o coração).
Além disso, quando há menos água no corpo, os níveis de sódio no sangue podem aumentar, o que favorece o acúmulo de depósitos gordurosos nos vasos sanguíneos, dificultando ainda mais a circulação e potencializando o risco de problemas cardíacos.
4 – Regula os batimentos do coração
A hidratação adequada ajuda a equilibrar os eletrólitos do corpo, como potássio, sódio e magnésio, que são essenciais para a condução dos impulsos elétricos responsáveis pelo ritmo cardíaco. Quando há desidratação, os eletrólitos podem ficar desregulados, o que pode causar arritmias (batimentos irregulares), palpitações ou até mesmo complicações mais graves.
5 – Diminui o estresse cardiovascular
Quando há um déficit de água no organismo, o coração precisa bombear sangue com mais força para manter o suprimento de oxigênio e nutrientes às células. Esse esforço extra pode levar ao desgaste precoce do músculo cardíaco, aumentando a sobrecarga sobre o sistema cardiovascular.
Em longo prazo, o cenário pode levar ao desenvolvimento da insuficiência cardíaca, uma condição em que o coração perde sua capacidade de bombear sangue de maneira eficiente.
6 – Auxilia no controle do colesterol
A desidratação pode induzir o corpo a produzir mais colesterol como um mecanismo de defesa. Quando há pouca água disponível, o organismo tenta evitar que mais líquido seja perdido para o ambiente extracelular, e para isso, aumenta a produção de colesterol para reforçar as membranas celulares.
Com o tempo, esse excesso de colesterol pode se acumular nas artérias, formando placas que dificultam o fluxo sanguíneo e aumentam o risco de aterosclerose, hipertensão e outros problemas cardiovasculares.
7 – Favorece a eliminação de toxinas
A água tem um papel fundamental na eliminação de substâncias tóxicas do organismo. Os rins, por exemplo, dependem de uma hidratação adequada para filtrar resíduos metabólicos e eliminá-los na urina.
Se a ingestão de água for insuficiente, o acúmulo dessas toxinas pode aumentar a inflamação no corpo, afetando diretamente a saúde dos vasos sanguíneos e contribuindo para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Além disso, a inflamação crônica favorece a formação de placas nas artérias e aumenta o risco de eventos cardíacos.
Casos graves
Uma desidratação severa é capaz ainda de provocar uma grande diminuição do volume sanguíneo, o que resulta na redução excessiva da pressão. Quando o corpo não consegue entregar o fluxo de sangue e oxigênio adequados aos órgãos e tecidos, o organismo pode entrar no que chamamos de choque hipovolêmico, uma das complicações mais graves, às vezes com risco de vida, da desidratação.
O que é considerado desidratação?
A desidratação se caracteriza quando o corpo perde mais água do que recebe, provocando a interrupção de seus processos naturais. Um adulto saudável, por exemplo, perde em torno de 2,5 L de água/dia por meio da respiração, transpiração, urina, fezes, entre outros.
Mesmo com o que é produzido nos processos metabólicos, ficamos em um constante balanço hídrico negativo. Além disso, certas condições de saúde e doenças, alguns medicamentos e altas temperaturas elevam as chances do quadro.
Entre os indícios de um corpo desidratado, podemos citar: fadiga, fraqueza muscular, urina escura, dor de cabeça, respiração rápida, confusão mental, tontura ou vertigem, desmaios, boca e pele secas, diminuição da frequência e baixo volume da urina, letargia ou sonolência, cãibras musculares e febre.
Quanto de água devemos ingerir por dia?
No passado, a orientação geral era de que deveríamos tomar ao menos 2 litros de água por dia. Entretanto, não há uma indicação igual para todos. Vários fatores podem interferir na quantidade recomendada: a composição corporal, metabolismo, tipo de alimentação, clima, idade, gênero, predisposição genética, estado de saúde, duração e intensidade da prática de atividades físicas diária, entre outros. Cada um tem assim uma necessidade específica. Na dúvida, a dica é buscar uma avaliação nutricional ou médica.
Saúde em dia!
A água é um dos recursos mais simples e acessíveis para manter a saúde do coração. Ao garantir uma hidratação adequada, é possível minimizar os riscos de infartos e outras doenças cardiovasculares. Pequenos hábitos, como manter uma garrafa de água sempre por perto, podem fazer uma grande diferença para o coração em longo prazo.