Alimentos em conserva fazem mal?
O que é preciso saber para incluir este tipo de produto na dieta sem prejudicar a saúde do coração
Os alimentos em conserva são práticos e têm longa durabilidade, sendo um atrativo para quem busca algo de consumo fácil e rápido. Entretanto, é importante avaliar os impactos desses produtos na saúde, especialmente no que diz respeito ao coração.
1 – Atenção ao teor de sódio
Um dos principais componentes presentes neste tipo de alimento é o sódio, utilizado como conservante e para realçar o sabor, o que pode levar a um alto consumo sem que o indivíduo perceba.
Sua ingestão excessiva está diretamente associada ao aumento da pressão arterial, um dos principais fatores de risco para as complicações cardiovasculares, com consequências como hipertensão, infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão diária de sódio não deve ultrapassar 2.000 mg, o equivalente a 5 gramas de sal.
Alimentos como picles, azeitonas e legumes enlatados podem conter altos níveis do ingrediente. Por isso, procure ler o rótulo dos produtos e dê preferência por versões “sem sal” ou “com baixo teor de sódio”, sem aditivos e conservantes. Além disso, enxaguar vegetais ou legumes pode ajudar a reduzir o teor.
2 – Gorduras e conservas em óleo
Alguns alimentos em conserva, especialmente os armazenados em óleo, como peixes e vegetais, podem conter níveis elevados de gorduras. Se essas gorduras forem saturadas ou trans, o risco cardiovascular aumenta, uma vez que esses tipos de gordura estão relacionados ao aumento do colesterol LDL (o “ruim”) e à formação de placas nas artérias (aterosclerose).
Nesse caso, novamente, dê atenção ao que diz o rótulo dos produtos e prefira alimentos conservados em água ou em óleos mais saudáveis, como o azeite de oliva.
3 – Açúcar e conservas doces
Além do sódio e das gorduras, algumas conservas, como frutas em calda, contêm grandes quantidades de açúcar. O consumo excessivo de açúcar contribui para o aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Ao consumir frutas em calda, busque versões sem adição de açúcar.
As conservas podem ser saudáveis?
Alguns alimentos em conserva fornecem quase os mesmos nutrientes e minerais que os frescos. Há, por exemplo, opções de alimentos processados logo após a colheita, uma forma de reduzir possíveis perdas de nutrientes.
Estudos indicam que macronutrientes como proteínas, carboidratos e gorduras não sofrem grandes alterações durante o processo de conservação. O mesmo se aplica aos minerais e vitaminas lipossolúveis, como as vitaminas A, D, E e K. Além disso, determinados produtos podem aumentar seu valor nutricional após a esterilização. O tomate, por exemplo, eleva a concentração de licopeno, um antioxidante potente, quando submetido ao tratamento térmico.
Portanto, as conservas podem ser incluídas em uma dieta saudável, desde que o consumo seja moderado e as escolhas conscientes. O equilíbrio e a variedade na alimentação são fundamentais para um coração saudável.